Que a chuva de hoje lave e leve o “ciclo seco”. O blog reabre hoje sob mesma direção, talvez para outra direção.

 Click

Internautas são pessoas, e pessoas mentes. Mas há um lugar em que elas revelam seus segredos mais íntimos, seus pensamentos mais obcenos, suas curiosidades primordiais: a caixa de busca do Google. Quem tiver acesso a esses dados e disposição e competência para traçar padrões de comportamento e identificar tendências levará vantagem competitiva em um mercado concorrido.

Economize seu dinheiro. Em “Click: O que milhões de pessoas estão fazendo online e por que isso é importante“, Bill Tancer não vai muito além do parágrafo acima. Gerente geral da Hitwise, uma empresa de análise de tendências na web, ele ilustra com exemplos a importância de compreender o comportamento dos internautas — e, eventualmente, contratar a empresa dele para tal empreitada.

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A pessoa feliz não carrega o passado ladeira acima; prefere assisti-lo rolar até embaixo, sem se deixar pelo peso que abandona. Age no presente instintivamente, como um cachorro abana o rabo. Não tem um museu, nem respeito por nada que não seja este instante — o resto simplesmente já foi. Seu papel na história é seguir adiante. A felicidade é assim: aconteceu.

Ler “Lugares que Não Conheço, Pessoas que Nunca Vi”, de Cecilia Giannetti, é assim. Acontece.

Numa sinopse de twitter, trata-se da história de uma jornalista de TV que encontra na janela aberta do apartamento a saída para uma vida insossa.

O romance de estréia da escritora carioca flui ligeiro. Uma corredeira que leva pensamentos e imagens. Ao final da travessia, você olha para trás e vê outro rio, e vê o mesmo rio. 

Ler a obra significa assumir um compromisso de revisitá-la, ainda que em pequenas doses, com outra expectativa, tal qual crônicas cotidianas de um caderno de jornal. A história é irrelevante, até porque não há. Vale mesmo pelas reflexões e os reflexos, perturbados e perturbadores.

“Lugares que Não Conheço, Pessoas que Nunca Vi” é o lado racional e surrealista do intenso e sentimental “Corpo Presente”, de João Paulo Cuenca. Um par improvável para uma literatura brasileira que surge vigorosa.

A partir de outubro de 2008, tudo que o governo Lula fizer será visto sob a ótica míope da crise. Com o esvaziamento do crédito, o fechamento de postos de trabalho e a estiagem no comércio internacional, os líderes passam e passarão a ser julgados não mais por suas ações e sim por suas reações. São nessas circunstâncias que muitos grandes líderes são condenados ou condecorados – De Gaulle e Churchill se destacaram mais nos tempos de batalha do que no período de paz. Mas ainda é cedo avaliar o desempenho de Lula diante da crise econômica. Os primeiros sinais sugerem que ele vai mal, mas vamos dar tempo ao tempo. A um ano e meio de sua despedida, já é possível avaliar alguns aspectos desse mandato e meio do petista. Vamos a eles.

Lula não inventou as medidas que as todas as oposições chamam de eleitoreiras. Desde as capitanias hereditárias constroi-se pontes e rodovias, praças e monumentos, tudo para cultivar e colher votos.

Lula fez diferente. Fez melhor. Ele amealhou votos promovendo políticas sociais voltadas aos mais pobres. Foi colocando comida no prato do miserável que Lula pavimentou o caminho que resultou em sua reeleição. Seria esse o maior legado do presidente para o país? Talvez, mas não há como garantir que um próximo presidente acabe com tudo. Ou que deixe de reajustar os valores, ou mude a política de concessão de benefícios. É improvável, mas essas conquistas podem retroceder ao sabor do movimento da caneta daquele que estiver com a faixa presidencial.

A corrupção e o completo controle democrático do Congresso tampouco devem entrar na conta de Lula. Já era assim com FHC e antes dele. No dicionário político nacional, a comissão (grupo de pessoas) ainda vem depois da comissão (propina).

O legado mais tangível da administração Lula transcende a esfera do Executivo. É no Judiciário que o atual governo deixa sua marca mais profunda. Vamos aos fatos. Cabe ao presidente da República indicar os ministros do Supremo Tribunal Federal quando vagas se abrem por aposentadoria ou afastamento. Em oito anos, FHC recomendou dois ministros — Gilmar Mendes e Ellen Gracie. Em cinco anos, Lula chegou a impressionantes sete ministros, ou 63% do total da corte. São eles Antônio Cezar Pelluso, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau, Enrique Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia Antunes Rocha e Carlos Alberto Menezes Direito.

Os polêmicos habeas corpus são a parte mais visível e menos relevante da acão do tribunal. A corte suprema define constitucionalidade de leis, discute interpretações da legislação e determina como as regras serão cumpridas em todo o território nacional. É na consciência dos ministros do STF que é definido o lado para qual penderá a ambiguidade da legislação brasileira. Qualquer advogado sabe que as leis permitem múltiplas interpretrações, das mais progressistas às mais conservadoras. Coube a Lula escolher as pessoas que darão a palavra final em questões centrais pelos próximos anos.

É na escolha dos intérpretes das leis que está o maior legado de Lula.

Depois da “ditabranda”, a Folha de S.Paulo volta a escrever torto por linhas certas em editorial publicado neste domingo (link só para assinantes UOL/Folha). Sob o título “Atrás das grades”, o jornal comenta as recentes prisões preventivas de diretores da Camargo Corrêa e da empresária Eliana Tranchesi. Veja o parágrafo abaixo — aliás, “veja” é o verbo correto para o caso. O grifo é meu. Em seguida, retomo a argumentação.

E o que dizer, por falar em primeira instância, da condenação a 94 anos de cadeia da empresária paulista Eliana Tranchesi, sob a acusação de práticas lesivas aos cofres públicos e formação de quadrilha? Um facínora que, no Brasil, tenha sequestrado e assassinado duas pessoas não receberá pena superior a 60 anos.
Quando se trata de crimes contra o erário cometidos por pessoas que não ameacem a integridade física de outros, o que importa é que o autor devolva em tempo hábil os valores subtraídos, acrescidos de multas pesadas. A reclusão, se necessária, deveria ser breve -ou substituída por prestação de serviços à comunidade.

Vamos supor que um deputado X aprove um projeto de construção de uma ponte. A obra é superfaturada, e parte da diferença vai para os bolsos do parlamentar. É razoável afirmar que ele apropriou-se indevidamente de dinheiro público. Isso chama-se corrupção e merece cadeia.

Outro exemplo. Na calada da noite, o famoso ladrão Y aproveita uma falha de segurança, invade o prédio do Ministério da Fazenda e leva milhões de reais dos cofres. Dinheiro público roubado. Cadeia nele. 

Último exemplo. Uma empresária Z compra produtos de alto luxo e subfatura as notas fiscais para não pagar impostos. Guarda para si um dinheiro que deveria ir para os cofres do governo.  

Apesar das diferenças conceituais, na essência os três casos são idênticos. Os três lançam mão de atividade criminosa para lesar o erário público.

Al Capone foi preso por sonegar imposto de renda. Era perigoso? Tudo bem. E Martha Stewart, rica e famosa, que usou informações privilegiadas para especular com as ações da sua empresa e terminou cumprindo pena como uma criminosa comum?

Com a palavra, a Folha.

Lula, quem diria, virou grife.

Tome por exemplo o presidente-eleito de El Salvador, o jornalista Mauricio Funes. Candidato da esquerdíssima Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), Funes vestiu o modelito Lula durante a campanha. Mauricito Paz e Amor conseguiu dissociar sua imagem do grupo que esteve no fronte por 12 anos (1980-1992) durante a sangrenta guerra civil salvadorenha, emergiu como liderança moderada e encerrou 20 anos de governos da direitista Arena (Aliança Renovadora Nacional). 

“Lula é um líder em nível latino-americano a quem admirei e sobretudo vi com especial atenção seus programas econômicos para manter a estabilidade macroeconômica do Brasil”. Palavras de Funes.

Mauricio Funes é só o exemplo mais recente. Já haviam citado Lula como modelo o atual presidente do Equador, Rafael Correa, o candidato mexicano derrotado no tapetão López Obrador, o presidente uruguaio Tabaré Vasquez, o líder da oposição colombiana Carlos Gavíria, e o peruano Ollanta Humala. Isso para ficar nos exemplos mais notórios.

E o que é ser um Lula? Governar sem romper com as oligarquias, garantir a estabilidade (e o status quo) dos sistemas financeiro e de produção, e adotar uma política econômica ortodoxa. Mas também significa privilegiar políticas sociais, promover uma melhora na qualidade de vida das classes menos favorecidas e reforçar a presença do Estado em setores pouco atraentes para a iniciativa privada.

Barack Obama enfrenta os primeiros protestos contra sua administração. Orquestrados por grupos próximos aos republicanos, os manifestantes acusam Obama de conspirar contra o capitalismo, colocar em risco os valores americanos e, em última instância, levar os Estados Unidos ao socialismo. O clima não deve esfriar. A oposição já montou um site de referência para futuros protestos anti-Obama pelo país: o Obama Protest Finder.

Diante dos enormes desafios postos à mesa pela crise econômica, cabe a Obama conquistar a confiança dos americanos. Políticas sociais, sim. Estatização, talvez. Mas sem cutucar os poderosos com vara curta.

Talvez ele ainda não saiba.  Mas, no fundo, Obama também queria ser um Lula.

Morreu Clodovil Hernandes. A notícia acompanha riso irônico de canto de boca, galhofa escancarada ou comentário homofóbico. A escolha ficou ao gosto do cliente.

Clodovil era encrenqueiro, arrogante, fútil, antipático e prepotente. Características que não aparecem na lista de crimes descritos em nosso código penal. São, até onde sei, traços de personalidade. Óbvio? Sim, óbvio. Mas uma obviedade de citação quase obrigatória em uma sociedade que julga e condena pela aparência. Estelionatário? Tudo bem. Ladrão? Paciência. Grosso? Ah, isso jamais! 

Clodovil nunca foi político. Não tenho provas, mas desconfio que ele decidiu concorrer ao cargo de deputado federal motivado pela vaidade pessoal, por uma inquestionável vontade de aparecer e por uma boa dose de oportunismo. Mas não só por isso. Arrisco dizer que Clodovil sentia uma indignação sincera, ainda que ingênua. Um inconformismo explícito com as coisas erradas que via.

O mundo precisa de pessoas como Clodovil. Pessoas que incomodem, que quebrem o status quo, mesmo quando o assunto é etiqueta – seja etiqueta social ou o pedaço de pano que estampava alguns de seus trajes. Clodovil não era polido, não era cortês nem educado. Ele sabia que a educação é a mãe da hipocrisia. Sorriso amarelo e tapinha nas costas muitas vezes coexistem com a traição, a difamação, a calúnia velada.

Clodovil incomodava. Incomodava no plenário da Câmara, onde corruptos muito educados se tratam por “excelência” e “nobre deputado”. Incomodava tanto que sua morte não motivou os protocolares discursos de homenagem. O presidente da Casa, Michel Temer, preferiu quebrar a tradição a abrir espaço para Clodovil.

É de autoria do deputado Clodovil o projeto de lei que prevê o corte pela metade do número de parlamentares na Câmara, bem como uma atualização do peso de cada Estado na composição das bancadas. Proposta corajosa, mas sem nenhuma chance de vingar. Imaginem como os deputados receberam essa ideia de reduzir no número de vagas. Com sorrisos amarelos e tapinhas nas costas, é claro. Alguns intimamente, outros publicamente, todos odiaram o projeto.

Clodovil não foi um parlamentar exemplar. Seus gastos pessoais das chamadas verbas indenizatórias foram maiores do que a média dos deputados. Culpa da vaidade de quem fazia questão de redecorar o gabinete. Registre-se: tudo dentro da lei.

Pelo menos para mim, fica a impressão que o grande pecado de Clodovil foi não ter calçado as tais sandálias da humildade. Ele não era humilde, e foi íntegro e coerente consigo quando não aceitou participar da brincadeira televisiva.

Morreu Clodovil. Eu não ia com a cara dele. Jamais conversamos, e duvido que algum dia fôssemos amigos. Mas ele incomodava. E vai fazer falta por isso.

O papel de embrulhar peixe dos jornais e revistas de ontem sempre revela surpresas. Incrível como as edições são desnecessariamente efêmeras. Há muito conteúdo bom e perene.  Como exemplo, reproduzo trechos publicados na Carta Capital de 25 de fevereiro:

“Não importa o tamanho das acusações que possam existir contra um homem de posses, é seguro que em pouco tempo ele estará livre. Todos aqui podem ser subornados.  Um homem pode tornar-se marujo ou médico, ou assumir qualquer outra profissão, se puder pagar o suficiente.”

A frase acima, tão atual, foi escrita em 1832 pelo naturalista britânico Charles Darwin durante sua estada no Brasil, na época um império escravocrata que passava por um limbo administrativo conhecido como período regencial.

Assim como um certo presidente que preferia o fedor dos cavalos ao cheiro do povo, Darwin não hesitava em trocar a nossa fauna urbana pela exuberante flora brasileira.

E a pena de Darwin não parou por aí:

“Ignorantes, covardes e indolentes ao extremo; hospitaleiros e bem-humorados enquanto isso não lhes causar problemas”.

Sobre a burocracia, Darwin escreveu:

“Nunca é muito agradável submeter-se à insolência de homens de escritório, mas aos brasileiros, que são tão desprezíveis mentalmente quanto são miseráveis suas pessoas, é quase intolerável.”

A teoria da evolução das espécies revolucionou a biologia e teve impacto em diversas áreas do conhecimento científico. Estudos sociais e teorias econômicas se apropriaram do conceitos definidos pelo naturalista. Em resumo, a tese reza que os indivíduos mais bem adaptados ao meio se perpetuam. Os menos adaptados são subjulgados e desaparecem. Losers evolutivos.

Se os mais adaptados se perpetuam, que tipo de elite política prosperaria em um ambiente de corrupção, passividade, ignorância e clientelismo descrito por Darwin?

A nossa classe política atual só confirma que Darwin tinha razão.

Coube ao repórter Maurício Moraes escrever o texto mais impressionante da Folha de hoje. Reproduzo abaixo os três primeiros parágrafos (íntegra só para asssinantes UOL/Folha)

No dia 8 de fevereiro de 2008, o colombiano Jaime Steven, 16, ligou para sua casa em Soacha, a uma hora de Bogotá. Com a voz sussurrada, contou rapidamente à irmã que estava em Ocaña, próximo à divisa com a Venezuela. Steven desaparecera havia dois dias, deixando a mãe em desespero. Apesar da chamada, só foi encontrado sete meses depois, morto, numa vala comum.

Oficialmente, Steven era um membro das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), assassinado numa batalha com o Exército. Mas os fatos acabaram por mostrar que ele é mais um dos cerca de 1.500 “falsos positivos” -muitos garotos pobres cooptados e mortos por soldados que, em busca de recompensa e promoção, forjavam enfrentamentos com a guerrilha e baixas.

O escândalo estourou em outubro passado e segue sendo um calcanhar-de-aquiles do presidente Álvaro Uribe, dado o volume cada vez maior de soldados arrolados nas investigações no Ministério Público. No fim de janeiro, já eram 1.500.

A história é chocante. Sobre ela, faço as seguintes considerações:

A reação de Uribe. Ao saber dos massacres, o presidente colombiano vem a público interceder pelos militares e alegar que os mortos eram criminosos. Enterrados em covas rasas e valas comuns, os jovens não responderam às acusações.

A irresponsabilidade de Uribe. O massacre é a ponta de uma cadeia que começa com políticas equivocadas de combate à criminalidade. Ao apertar o cerco, o presidente deflagra uma espiral de violência que culmina em barbárie e morte. Que isso sirva de exemplo para os rompantes populistas tão caros a alguns de nossos líderes.

A responsabilização de Uribe. O presidente colombiano segue gozando de grande popularidade entre seus eleitores e não é de hoje que ele pensa em conseguir um terceiro mandato. Se não puder mudar a Constituição, fará de seu ministro da Defesa, o linha-dura Juan Manuel Santos, o seu sucessor. Cabe aos tribunais condenar aquele que as urnas deve absolver.

Uribe vem ao Brasil e espera ansioso uma chance de encontrar-se com Obama. Os EUA são peça central na política de enfrentamento promovida pelo governo colombiano. Obama, que já decidiu sair do Iraque e fechar Guantánamo, precisa decidir se continuará a patrocinar o banho de sangue na Colômbia.

A tarefa do ministro Carlos Lupi é das mais desafiadoras entre as muitas (quantas mesmo?) pastas do governo Lula. Em última instância, ele é o principal assessor do presidente quando o tema é trabalho e emprego. Pois Lupi brindou os leitores da Folha com um artigo na edição deste domingo. Leitura obrigatória. Infelizmente, pelos motivos errados. O texto chama a atenção não pela relevância do tema, mas pelo desfile de obviedades.

Quando o mundo vê cortes diários de milhares de vagas, vamos ver o que o ministro do Emprego e Trabalho do Brasil escreveu:

Otimismo faz parte da natureza humana do brasileiro.

O lugar-comum, esse amigo íntimo das nossas autoridades, como bem apontou o Fernando Rodrigues no sábado,  dá as caras logo na primeira frase do primeiro parágrafo do artigo. A vontade é de parar. Mas para não sair do clima de obviedades, lembro que o brasileiro é, acima de tudo, um forte. Vamos adiante.

Estamos apenas começando 2009 e o mercado já reage, menos de três meses depois de sentirmos os efeitos dos problemas econômicos norte-americanos. Em março voltaremos a crescer fortemente.

Não é o que diz o caderno Dinheiro da mesma Folha de S.Paulo. Não há qualquer notícia boa nas oito páginas do encarte. Até o aumento de interesse em abrir franquias justifica-se pela onda de desemprego associada à dificuldades de recolocação profissional. Seguimos.

Acompanhando o noticiário nacional, vemos que muitos empresários brasileiros já se deram conta de que a decisão de demitir não foi o melhor caminho. Agora, muitos setores produtivos correm para recontratar.

Ministro, não confunda demissões provocadas pela crise com cortes oportunistas promovidos com o único objetivo de reduzir custos e quadros com a cômoda desculpa da retração econômica.

O texto continua com uma exaltação ufanista da sucessão de medidas lançadas pelo governo para combater os efeitos da crise, muitas delas de validade e eficiência duvidosas.  Lupi termina lembrando Vargas, para regozijo post mortem de Leonel Brizola, eterno presidente do PDT, partido hoje comandado por Lupi.

Tive a chance de entrevistar Lupi há quase três anos, quando ele concorria ao governo do Rio de Janeiro. Falou muito, disse pouco. Na ocasião, foi rejeitado pelas urnas e teve 2% dos votos.

Após a leitura do artigo do ministro, fecho com o chavão dos chavões: a voz do povo é a voz de Deus.